LIVRO “A MENINA DO CIRCO”

O livro pode ser encomendado pelo site da Pró-infanti Editora.O release está disponível na sessão Material para Imprensa. 

 

A menina do Circo

Sinopse

Beto descobre a paixão junto com a chegada de uma companhia circense no campinho do seu bairro. A menina do circo encanta o nosso personagem e mostra um novo mundo para o garoto.

Enquanto Beto se aproxima da bela artista, sua família passa por dificuldades. Seu pai perde o emprego, o que mexe com a rotina de todos. A arte o picadeiro acaba o ajudando a enfrentar os desafios da vida.

A menina do Circo é uma história para as crianças que gostam de brincar no mundo dos adultos e para os adultos que mantém aceso o espírito de criança.

Leia um trecho da história.

(…)

A GRANDE ESTRÉIA 

A noite de estréia do Circo Alegria foi muito especial. Quase todo o pessoal da sala estava lá, até os professores. A Tarsila, a professora de artes estava bem animada. O meu pai não foi, pois estava trabalhando. A minha mãe estava sentada do meu lado e o Diogo também. Ele nem precisou falar do seu plano, aquele das entradas grátis para o Circo. O Ângelo Alegria disse que nós seríamos convidados de honra e que poderíamos assistir quantas vezes desejássemos.  “Boa noite senhoras e senhores. Bem vindos ao grande Circo Alegria”, anunciou o pai da Angelina, que além de trapezista, era o apresentador do Circo. Assistimos o mágico, os palhaços, o equilibrista, o homem da corda bamba e novamente os palhaços. Aí veio o intervalo.

- Surpresa!!! – Alguém gritou no meio da luz fraca da platéia do circo – Olhei assustado e vi um palhaço com uma cesta cheia de pacotes de pipoca – Feliz Natal!!! Alguém quer pipoca!!!???? Olhei melhor e reconheci o João Natal. Era domingo e ele achou uma maneira diferente de anunciar as pipocas.

- Oi João – eu  disse.

- Oi Beto. Agora eu sou vendedor de pipocas do Circo. Feliz Natal, pessoal!!! Alguém quer pipoca?? Feliz Natal!! Olha a pipoca!!

Começou então a segunda parte do espetáculo. Entrou no picadeiro um palhaço vestido de marceneiro, tentando consertar um guarda roupa muito grande. Ele se atrapalhou inteiro e pediu que lhe trouxessem uma escada. Gritou para o peludo, o Seu Zé:

- Ôôôôôhhhhh peludo!!!!!!! Traz a escada!!!!!!O peludo entrou com a escada e a colocou no centro do picadeiro. Quando estava saindo, o macaco Pirulito entrou  correndo e puxou para baixo a calça do Seu Zé. Ele ficou só de ceroulas no meio do picadeiro. O Pirulito correu para a platéia, fez umas micagens com as crianças e correu ninguém sabe para onde. E o Seu Zé lá no meio do picadeiro, fulo da vida.

- Olha!!! O peludo está pelado!!!!! – Gritou o palhaço. E foi uma gargalhada geral no circo.

Tinha tanta atração no circo que a gente não cansava de olhar:

- Olha o trapezista!!! Parece que vai voar.- É o pai da Angelina!!!

- Que mágico rápido! Como ele fez desaparecer a água?

- Que palhaço engraçado!!!- Como que ele consegue deixar as bolinhas no ar?

- Como ela dança bonito!!!!!!!!

Depois veio a apresentação da Angelina. Nem preciso dizer que foi a que eu mais gostei. Fiquei com as palmas das mãos vermelhas de tanto aplaudir.  

O SONHO 

Sonhei com um grande jardim, cheio de árvores. O sol estava bonito e deixava transparecer os raios pelas copas das árvores, pintando o chão com uma cor quase dourada. Eu estava andando pelas trilhas dentre as árvores, quando escutei alguém me chamar. Procurei de onde vinha a voz. Andei até perto de uma clareira dentre as árvores mais altas do jardim. Era a Angelina a dona da voz. Ela sorriu para mim. Nós deitamos no chão e ficamos olhando para o alto das árvores, acompanhando os pássaros que se escondiam entre as folhas. Quando os pássaros foram voar longe dos nossos olhares, a Angelina sentou encostada em uma árvore e começou a cantar uma música bonita de se ouvir, mas que eu não conhecia. O vento soprou mais forte e levou uma folha seca até os seus cabelos. Eu me aproximei e tirei a folha com a mão. Parei a mão nos cabelos da Angelina e a olhei sem pressa. Ela parou de cantar e passou as mãos no meu rosto. Aí eu acordei.

Fiquei triste por ter acordado. Não me mexi muito na cama, para não despertar por inteiro. Tentei com todas as forças dormir novamente. Até carneirinhos eu contei, mas não deu certo. O sono tinha ido embora mesmo e com ele o meu sonho bom.  

(…)

Trecho de “A menina do Circo”, de Luiz Andrioli

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