Archive for setembro, 2009

DIA SEM CARRO

sábado, setembro 26th, 2009
foto: Lineu Filho

foto: Lineu Filho

foto: Lineu Filho

foto: Lineu Filho

22 de setembro, Dia sem Carro. Deixei o meu na garagem e foi bom. Como acordei um pouco indisposto e com receio da chuva, preferi também abrir mão da bike e encarar o ônibus para ir ao trabalho.  De forma muito gentil, os colegas do telejornal RIC Notícias segunda edição abriram espaço para este jovem escriba “publicar” uma crônica na edição do dia. “Eu acredito na revolução” é o nome do texto que vocês podem escutar (e assistir) clicando no link do youtube abaixo.

As imagens que abrem este post  são do competente fotógrafo curitibano Lineu Filho. Ele registrou uma ação inusitada que aconteceu no Dia sem Carro de 2008 no centro de Curitiba.  Liberdade é pedalar pelado!

Posted in Crônicas | 1 Comment »

DIAS DE CHUVA

domingo, setembro 20th, 2009

* poema escrito em 1993.  Tinha eu meus 16 anos.

o desenho da Melissa

No grupo Escolar Santa Rosa

Não tinha pátio coberto para os dias de      chuva

Quando chovia as crianças ficavam sem recreação

Marcelo, cabelo crespo castanho, gostava dos dias de chuva

Ao acordar contava as nuvens

“Pai, qual é a previsão do tempo?”

Melissa, menina das bochechas rosadas, tinha uma certa atração por dias chuvosos

Ouvia atentamente o que a tia Francisca falava

No dia da pátria

Marcelo desenhou numa folha de caderno a bandeira do Brasil

E entregou para Melissa

Ela devolveu o desenho

Com um coração que desenhou atrás

Nos dias de chuva, as crianças ficavam tristes

E sem recreação

Melissa e Marcelo, olhavam para a janela, sorrindo

A chuva caindo na beira da calha

Um dia um trovão assustou a todos

de imediato Melissa segurou a mão de Marcelo

Que sorriu enrubescido

Tia Francisco olhava os dois tão atentamente saudosa

Pensando que passara a vida inteira

Procurando alguém que com ela olhasse a chuva cair na calha.

Posted in Poemas | No Comments »

A NOITE DO FANDANGO

sábado, setembro 12th, 2009

Vídeo de uma bela apresentação de Fandango que eu e a Lois (minha esposa) assistimos no Mercado do Café, em Paranaguá.  Linda noite!

Posted in Registros fotográficos | No Comments »

GETÚLIO VARGAS EM PARANAGUÁ

quarta-feira, setembro 9th, 2009

Getúlio Vargas morreu em 24 de agosto de 1954. No feriado de 7 de setembro de 2009 as flores ainda lhe rendiam homenagens no busto instalado em uma praça de Paranaguá, no litoral paranaense. Fotografei o pai dos pobres em três momentos.

Homenagem a Getúlio Vargas em Paranaguá, no litoral paranense.  Foto de Luiz Andrioli. foto: Luiz Andrioli.

foto: Luiz Andrioli
foto: Luiz Andrioli
foto:Luiz Andrioli
foto: Luiz Andrioli

Posted in Registros fotográficos | No Comments »

A BIENAL DO LIVRO DE CURITIBA

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Estive na Bienal do Livro de Curitiba. Apesar de alguns problemas de organização, foi um evento bastante interessante. O bom amigo e grande jornalista Luiz Rebinski escreveu sobre os principais acontecimentos do encontro.

Antônio Torres, uma cara gente boa!

Antônio Torres, o homem que escreve ao som do Jazz!

Meu livro “A menina do circo” estava em exposição lá e foi bem vendido. Só a palestra que eu daria sobre o trabalho acabou não rolando… Mas rendeu uma crônica. Ela foi escrita a partir das gentis provocações do escritor Antônio Torres. Ele ministrou uma oficina sobre o gênero e eu tive a felicidade de ser seu aluno. Abaixo vai o texto!

Tem também uma reportagem que a competente jornalista Lara Mota fez com este jovem escriba. Fiquei muito feliz de ser entrevistado por esta companheira gente boa!

Posted in Geral | 2 Comments »

PALESTRA SEM PALAVRAS

segunda-feira, setembro 7th, 2009

um silêncio que me olha

um silêncio que me olha

Uma sala vazia com o meu nome escrito errado na porta. Por um momento sorri. Se algum amigo notasse o aviso, poderia pensar que era fruto de uma recente adesão à cabala, ou coisa assim. Entrei e sentei na última fileira. Seis da tarde, horário programado para começar a palestra que eu daria sobre um livro infanto-juvenil que escrevi há alguns anos. A editora havia me advertido dos riscos de enfrentar uma sala com poucas pessoas, muito provavelmente, vazia. Problemas de uma organização falha e de uma divulgação precária. Um nome novo diante de figurões do cenário da Literatura nacional. Em outras situações, a direção do evento poderia ter levado crianças de escola para o bate-papo ou alguma iniciativa do gênero. Não foi o que aconteceu.

E foi assim: a palestramais silenciosa do evento. Sentado, olhava as fileiras a minha frente, imóveis como em um templo. A mesa do palestrante tinha um Luiz Andrioli ideal, sem rumores, quieto e sereno. Ausente do mundo. Sem palavras. Parecido com o Luiz Andrioli sentado próximo da porta. Eram dois autores preenchendo uma sala vazia. Dois envolvidos em seus silêncios. Um palestrando sem palavras, outro ouvindo os motivos de seu próprio silêncio.

Não demorou muito chegou no auditório Cat Stevens. Suavemente, me veio a lembrança de sua bela canção “Wild Word”. Caminhou sereno e escolheu uma cadeira próxima da janela, acomodou-se com a dignidade de quem há trinta anos converteu-se ao islã. Um silêncio adotado depois de uma carreira meteórica no mundo da pop music. Logo em seguida veio um homem de sorriso largo e com um bigode que poderia cobrir um continente. O autor de “Como Nossos Pais” fez um rápido aceno de mão para o colega islâmico, piscou para mim em cumplicidade e sentou-se perto do corredor. Belchior foi notícia da imprensa barulhenta nas últimas semanas. A sua suposta “fuga” foi polemizada pelos programas populares. Fora encontrado (eu diria “invadido”) no Uruguai, em um hotel simpático, dono de seu sagrado silêncio. Penso que quem escreveu versos como “O passado é uma roupa que não nos serve mais” não precisa dizer mais nada.

Ficamos todos nós, em uma meditação de respeito, abençoados pelos grandes mestres do silêncio. A meditação de Buda, a eterna contemplação de Ghandi, os ouvidos atentos de Jesus, o olhar simples de Chico Xavier…Ídolos que falaram lindas palavras, é claro, mas que se fizeram eternos pelo silêncio, buscaram o conhecimento de si próprios neste mundo onde o barulho parece ditar um ritmo sem sentido.

A quietude do palestrante me fez lembrar da minha casa de infância. O piso de madeira estalava sozinho. Este era o único barulho que quebrava a noite silenciosa daquele bairro de imigrantes italianos. As vezes eu acordava com o estalar e de imediato meu olhar ia para uma araucária que tomava a paisagem do fim da rua. Eu pensava em quantas pessoas do bairro estariam acordadas naquele mesmo momento, em silêncio, como eu estava. E me colocava a imaginar suas histórias. Crescia ali, em uma quietude marcada pelo ranger do assoalho, um escritor. O mesmo que agora falava sem palavras para Belchior, para Cat Setevens, para mim mesmo, sentado sozinho nos fundos do auditório de um evento que não aconteceu. Penso que meu próximo livro vai ser assim: no exato silêncio daquela palestra sem palavras.

Luiz Andrioli

Posted in Crônicas | No Comments »

ENTREVISTA NA BIENAL DO LIVRO DE CURITIBA

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Clique na imagem abaixo (no nariz do palhaço!) para ver a reportagem que Lara  Mota fez com Luiz Andrioli para o Paraná no Ar, RICTV, o Seu Canal Record no Paraná.

Posted in Luiz Andrioli na imprensa | No Comments »

Busca


digite e clique 'enter'